EaD – AUMENTO DE MAIS DE 20.000% EM 11 ANOS 

EaD – CADA VEZ MAIS PRESENTE

Artigo baseado na edição 4 do Guia do Estudante Abril, guia este que trata exclusivamente sobre Educação a Distância e foi publicado no final de 2014. Esta edição apresenta dados especificamente sobre os cursos da educação formal, a partir de IES credenciadas pelo MEC.

Sou um ferrenho defensor do EaD, não em total substituição ao ensino presencial, mas sempre naqueles conteúdos em que o processo educacional pode ser proporcionalmente mais implementado quando a absorção e compreensão do conteúdo puder ser feita de forma assíncrona, sem a intervenção direta e diária de um locutor presencial (professor).

 

Da mesma forma, quando as diretivas básicas para a adoção do EaD estiverem presentes: 

  1. acessibilidade – poder estudar a qualquer hora, em qualquer lugar
  2. escalabilidade – poder atender muitas pessoas ao mesmo tempo
  3. qualidade – desde que o processo seja bem desenhado e aplicado
  4. padronização da oferta – o que garante que o mesmo material, com a mesma qualidade, chegue sempre a todos os alunos
  5. perda de oportunidades – com a EaD, muitas oportunidades deixam de ser perdidas, especialmente por aquelas pessoas que não conseguem adequar a vontade de estudar aos seus horários de trabalho. Outra característica bem interessante hoje é que boa parte dos cursos via EaD tem seus custos menores que os presenciais, o que ajuda em muito o aluno.

Mas vamos aos dados do Guia do Estudante: 

  • segundo o Guia, hoje 15% dos alunos universitários fazem seus cursos via EaD 
  • apesar de responder por apenas por 3,6% dos cursos de graduação disponíveis no País, a EaD é a modalidade que mais cresceu: de 2001 a 2012, houve um crescimento de 20.684% (de 5.359 matrículas para 1.113.850)
  • no mesmo período o ensino presencial cresceu 95%
  • 154 Instituições do Ensino Superior (IES) tem educação a distância
  • 1.148 cursos de graduação são ofertados no país

Alguns fatores apontados que justificam este crescimento e sua continuidade são:

  • dificuldades na mobilidade urbana
  • ganho de tempo diário
  • as necessidades do mercado cada vez mais exigente, o que determina que o profissional esteja cada vez mais qualificado e cada vez mais rápido
  • os preço mais atrativos (que segundo o Guia podem ser de 15% a 40% menores) 

As principais metodologias utilizadas são:

  • Internet – 56%
  • Uso combinado de vários sistemas – 35%
  • Teleaula (ao vivo, transmitida aos pólos) – 5%
  • Vídeoaula (gravada, transmitida aos pólos) – 4%

Quanto aos encontros presenciais, vejamos as frequências existentes:

  • semanal – 30%
  • somente para realização das provas – 23%
  • em intervalos superiores a um mês – 20,3%
  • mensal – 15,2%
  • quinzenal – 11,5%

Diante do diagnóstico apresentado, tenho algumas considerações a fazer:

  1. No Brasil, como os números demonstram, ainda há muito espaço para o crescimento da EaD, e quanto mais a vida urbana se tornar complexa, mais isso irá acontecer.
  2. Muitas pessoas também procuram cursos em EaD porque priorizam um pouco mais de qualidade de vida diária: as horas que não são perdidas no trânsito se convertem em horas na academia, em momentos de lazer com os amigos, em uma maior convivência familiar, em mais horas de sono.
  3. O uso combinado de vários sistemas e da internet sozinhos somam 91% dos meios utilizados nos processos educacionais a distância. Quem é do ramo sabe que há muita flexibilidade existente para fazer bom uso destes 91% – a criatividade, a capacidade técnica e didática, as características do curso; em alguns casos os recursos financeiros disponíveis serão os fatores determinantes  do melhor e maior ou pior e menor aproveitamento de toda esta flexibilidade.
  4. Provavelmente o maior uso de vídeos esbarra em um destes problemas: produzir vídeos educativos de qualidade dependem de conhecimento extra, de equipamentos adequados, de pré-produção, produção e de pós-produção; de mais espaço em disco para processamento, armazenamento e distribuição; de largura de banda e de ajustes para mais e mais acessos simultâneos, ou seja; fatores que podem levar a grandes resultados mas envolvem custos maiores e conhecimentos mais específicos. O que costumamos ver é que boa parte das videoaulas são simplesmente aulas presenciais gravadas, algo mais simples de se fazer.
  5. Para a teleaula há a necessidade de que o aluno se dirija a um dos pólos de apoio presencial existentes em hora e data marcados,  o que implica em existir o pólo de apoio presencial e o aluno ter disponibilidade para tal. Já tivemos aqui em SP uma iniciativa da Secretaria Estadual de Educação para os professores da rede estadual de ensino – primeiramente foi um sucesso; depois houve uma certa ociosidade dos pólos de apoio pela falta de utilização para outros fins. 
  6. Apenas 30% dos cursos existentes tem encontros semanais, o que evidencia a ênfase na maior aplicação individual de cada aluno. Encontros presenciais com pelo menos um mês de intervalo ou mais somam 58,5% dos casos.

Por tudo isso posso afirmar que ainda vamos aprender muito sobre o EaD e por meio dele.

Em breve iremos falar mais sobre o assunto. 

Porque você também não me fala um pouco também?

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