Ensinar – os desafios de encantar e motivar a aprender

Que a função do professor é muito importante não há o que se discutir. Com o surgimento, melhoria e proliferação das novas tecnologias, seu papel mudou: de transmissor de conhecimento, fonte do saber, hoje é o agente da transformação, é o incentivador, o inquietante, o motivador. É ele a bússola (não o o timoneiro) que traça a rota segura da aprendizagem, da experimentação, para que seus alunos não se percam no mar de informações existente.
A realidade atual exige muito mais do professor. Hoje os alunos tem muito mais acesso à informação e ao questionar o aprendizado, são muitas cabeças questionando o conhecimento e a atualização de uma.
O centro do processo evoluiu de apreensão de conhecimento para o desenvolvimento da capacidade de entender, correlacionar, utilizar.
O docente tem que estar aberto a novas iniciativas, ir muito além da simples oratória. Teoria, prática, experimentação, exploração de casos práticos do cotidiano, são itens obrigatórios. Demonstrar clara preocupação com os alunos e com seu aprendizado é um item essencial. Assim são os famosos professores inspiradores, sempre lembrados por todos nós. O aluno deve ver no professor um exemplo de motivação, de entrega, de entusiasmo.
Não dá para ganhar a concorrência com a quantidade de informação existente e acessível hoje. Então, a saída é se aliar a ela, falando a mesma língua dos alunos. Sem se esquecer de ser a bússola.
Uma metodologia de pesquisa utilizando a internet como base para a educação, tida como construtivista – a WebQuest, criada em 1995 pelo professor Bernie Dodge, da Universidade de San Diego – é um bom exemplo: valendo-se de páginas confiáveis da internet o professor guia os alunos pelo aprendizado, de forma organizada, transversal e multidisciplinar, aguçando a curiosidade deles. É uma maneira relativamente simples de modernizar as aulas e entrar no ambiente das novas gerações.
Porque a internet tem tamanho poder nas pessoas e especialmente nos alunos? Pela sua rapidez, pelo seu apelo visual, porque pode ser acessada de múltiplas plataformas. Porque se o conteúdo estiver nela, posso estudar no melhor momento para mim.
Ser professor nunca foi fácil. Agora está mais difícil, creio eu.
Mas o que fazer?
Valorizar o professor, investir nele, melhorar suas condições de trabalho, proporcionar uma segurança profissional, melhores salários, ganhos indiretos com projetos educacionais, são coisas que podem ser feitas. Sem educação de qualidade não teremos bons profissionais, sem bons profissionais a economia não evolui, o País não prospera.
É um ciclo que pode ser vicioso ou virtuoso.
Cabe à sociedade organizada e ao Governo tomarem a frente. Porque um País com um povo com baixo nível de aprendizagem não deveria interessar a ninguém.
E ser idealista não paga as contas e nem garante o pão de cada dia.

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