Pátria Amada Criativa Brasil!

artigo baseado na matéria de capa da revista VOCÊ S/A de março de 2015
CRIATIVIDADE EM ALTA

Uma pesquisa feita entre outubro e novembro de 2014 pela Economist Intelligence Unit, em parceria com a Education First, investigou o que as multinacionais fazem para estimular a inovação. Foram 350 gerentes e diretores. Vejamos os resultados:
- 71% das empresas aumentaram seus gastos com inovação no último ano.
- 54% das empresas acreditam que criar novos produtos e serviços é prioritário.
- 84% dos profissionais acham que o problema para inovar é a dificuldade na comunicação.
- 34% dizem não ter tempo durante o horário de trabalho para testar seus projetos.
- 30% dizem que falta uma cultura organizacional que permita falhas.
Quando olhamos os números no Brasil, vemos que os empregos ligados a inovação, design, tecnologia e artes dobraram nos últimos 10 anos. Segundo a revista VOCÊ S/A de março de 2015, há a previsão de que o país alcançará a marca de 1 milhão de empregos formais ligados à chamada economia criativa ainda este ano. Segundo ela, a economia criativa é ligada às atividades e profissões que envolvem produção e transformação de conhecimento e informação. Um cálculo apresentado afirma que o PIB criativo no Brasil é de 126 bilhões de reais – 70% a mais que em 2004. Estes números vem acompanhando o crescimento da renda da nossa população.
Estas profissões não são necessariamente novas, mas hoje elas detém duas qualidades importantes: cada vez mais elas entregam valor e há uma consciência real da contribuição delas para a economia do país.
Algo do tipo qualidade + efetividade + visibilidade = credibilidade.
Mas o que dizem alguns profissionais da área sobre como se projetar neste mercado?
1. olhar para o mundo, todo dia, toda hora – as oportunidades de criar e inovar estão em todos os lugares.
2. saber aceitar o erro – não dá para acertar toda hora e se nos basearmos na maior parte das grandes inovações, elas foram resultado de muitos ensaios e erros.
3. ser persistente: tentar, tentar e tentar…e tentar de novo.
4. desenvolver novas competências e buscar novos conhecimentos
5. dinheiro é uma compensação, não necessariamente a meta principal.
6. a paixão pelo trabalho e a visão do dinheiro como uma feliz recompensa libera o profissional da área de economia criativa, de certa forma, da pressão pelo resultado rápido. Acredito eu que isso aconteça mais facilmente nas ME e quando estes são profissionais liberais empreendedores, pois nas empresas sempre haverá pressão.
7. a capacidade de criar e inovar se aprimora com todo este processo, o olhar fica mais afiado, o ouvido, o paladar, a percepção sensorial, etc.
8. cada vez mais você se sente seguro para ousar e encarar novos desafios.
Certa vez, quando defendi minha tese de mestrado, achei uma boa comparação sobre criatividade e inovação sob o ponto de vista das empresas e que se adequa perfeitamente a esta matéria: “criar, necessariamente, tem a ver com o novo, o inexistente. Já inovar tem a ver com o fazer melhor, mais rápido, mais seguro, mais barato, com mais qualidade, etc; tem a ver com melhorar o que já existe ou fazer com que o objeto da criação, passe a ser produzível e comercializado em escala” – autor desconhecido.
Em qualquer dos casos, há que se agregar ou gerar valor e ser reconhecido por isso.
Os profissionais da chamada economia criativa são, antes de mais nada, REALIZADORES. São aquelas pessoas que tem boas idéias, mas principalmente que as fazem acontecer.
E o que podemos aprender com eles?
  • sem conhecimento não se cria (formal ou não).
  • multidisciplinariedade e transversalidade são ferramentas comuns.
  • o caminho é tão importante e prazeroso quanto a chegada.
  • toda a sua experiência profissional e de vida são válidas – desde que você saiba tirar proveito disso.
  • conhecer pessoas e lugares auxiliam no processo criativo.
E no final das contas, ser criativo é muito legal, pode ser divertido e pode até render uma boa grana!

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